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sábado, 1 de junho de 2013

RESPOSTA






Estamos todos atravessando desertos e não somos mais que hóspedes 

temporários deste(s) nós em que habitamos. 


Às vezes a travessia parece maior que a soma dos passos que temos.

Então olhamos pra frente, olhamos pra trás e é só deserto o que vemos. 

Um imenso deserto a nos atravessar, a nos habitar. 


Parar a caminhada não nos salva. 

Acelerar a caminhada  não nos salva. 


A única salvação do deserto em nós é atravessá-lo caminhando 

Com os passos que temos

Nos espaços que escolhemos.

Dentre as poucas escolhas que temos.


Pois a vida, enfim, é essa solitária travessia no deserto que 


existe entre os dois lados da ponte do adeus.





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