SEGUIR POR E-MAIL

quinta-feira, 17 de março de 2011

COISAS DE NÓS DOIS

Olho no olho, depois - no beijo - a mão que ensina o caminho. As peles tão iguais - os pelos - o desejo saciado.
Olha que eu vou, hein! Então Venha! Fui.
Havia arco-iris quando cheguei.
Surpresa: damasco, kiwi e morango
De novo o beijo - ah, o beijo!
Medo seu - medo meu - fiquei - parti

Escondidinhos
Medo meu - eu vou embora!
Voltei!
Doente - tanto cuidado
Toma tudo! Limão faz bem!
Amor no chuveiro, amor na cama
Abraço na moto - passeio no lago
Podíamos ter uma casa aqui um dia!
Acho que prefiro o mar!
Mais escondidinhos
De dia sozinho - na minha casa sua
Agora tinha escorredor - tinha café
Tinha até pano de prato
Mas o coador não encaixa
Macgyver resolve
Pub a pé? Nem pensar!
Gostei de andar até o pub!
Gravata do noivo + sapato da noiva!
Vamos fugir desse casamento!
Não dá para entrar no clube!
Dá sim! Não é que deu?
Comendador Gomes
Galinha caipira na cidade pequena
x
Galinha caipira na cidade grande
Difícil não chorar na rodoviária
Difícil não largar tudo e me mudar de vez para o seu coração

Universidade / Doutorado / Trabalho + amor? Como?

Distância / ausência / saudade + desistir? Nunca
Vamos fazer tudo para dar certo!

Fotos na cozinha. Filme na sala
Amor na casa toda

Carnaval
Liquidificador e lágrima
O beijo! Ah, sempre o beijo!
O beijo no carro!
A mala de volta
Felicidade de novo

Doente de novo
Mingau e sopinha!
Girafa, tigre e onça
Macaquice!
Tanta macaquice!
Que até o orangotango se apaixonou...

Mais um adeus! Beijos e lágrimas na rodoviária
Senti-me tão perdido!
Medo
Medo foi o motivo do fim
O meu medo - agulha
O seu - ser feliz ao meu lado!
Ah, fomos felizes! Eu fui, pelo menos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

PARCEIRO DAS SOLIDÕES

Por que, de repente,  é tudo tão pesado? Por que a menina que habita os olhos teus deu-me as costas de repente?
Por que o ninho do passarinho não protege o passarinho da chuva nem do sol nem do predador? Tudo agora é presa na boca aberta do predador - sentado na esquina - paciente, resignado, indiferente - esperando que tudo acabe para levantar, vir até mim, sentar ao meu lado e me chamar de parceiro das solidões. Por que, depois de arrancadas as unhas, os dedos ainda pensam que elas lá estão e se sentem no direito de apontar caminhos, de furar histórias, de roer-se, enfim? Saber do que sei de mim não vale mais. Mais me valeria o valor imensurável do silêncio certo, da pausa perfeita. Os acordes não fazem a canção - só o silêncio pode a melodia revelar - sem o silêncio somos todos surdos pendurados em pêndulos eternamente indo e eternamente vindo sem jamais sair do lugar.