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Mostrando postagens de Janeiro, 2010

A busca

É uma espécie de busca selvagem, cega vou vagando por aí. Nas noites como vaga-lume sem luz como morcego diurno tonto inebriado É uma espécie de avesso. Um não ser eu. Quando sou do outro é como se fosse eu o próprio outro Sugando. Absorvendo. Padecendo Se há um vazio, é só quando o outro me esvazia E o calo de ser vazio me joga nos braços de outros outros E sigo cego essa minha caça sem freio sem fim Sorriu quando eu disse no fim do fim: Não. Não estou numa fase de segundos encontros!