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Mostrando postagens de Janeiro, 2014

A CAMINHO

E o tempo foi aos poucos me gastando me roubando de mim mesmo e hoje sou menos que meio homem  do homem que fui menos que meio passo no passo que esqueci no ar - solto no ar - distante do chão distante de mim distante do caminho caminhado e do caminho ainda a caminhar
Hoje não alcanço os pés com as mãos
nem me atrevo a catar canções
em sinfonias de noites, ruas, solidões
ou cantar sonhos de mil amanhãs...
o tempo me cortou ao meio
e hoje meio eu, meio nada
caminho quieto dentro de mim
e espero lento o tempo 
de minhas duas metades, enfim,
juntas se acalentarem...
se acolherem...
dormirem.






NU ESPELHO

Quem sabe de teu destino, 
oh, meu velho e bom menino?





de boné, mochila, bermuda, camiseta e fone no ouvido...





Que música será que escuta?
Por que ondas 
teu pensamento anda?
Em que lutas
teu silêncio
- estrondo -
luta?