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domingo, 9 de junho de 2013

CATARATA




Houve um tempo em que uma angústia me acompanhava em horas insones...
hoje não
hoje a despejei de mim em nome de um ser forte ser constante confiante
hoje faz-me companhia um lugar vazio ao lado meu no sofá, na cama, na cozinha, aonde quer que eu vá, em todo lugar, no oco do meu paladar, na palavra que eu ia falar e preferi, também, deixar oca e assim foi ficando oca oca oca e, de repente, eu sou um oco carregando um oco comigo
E no meu olhar, no canto dele, se você bem olhar, vai ver que existe um canto sem brilho, um vazio...
esperando só o tempo passar para como catarata esvaziar o resto todo inteiro do meu olhar.





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