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sexta-feira, 15 de abril de 2011

A coisa mais triste do fim é um acostumar-se com a ausência do outro...
Não me deixe nunca achar tua falta  uma coisa normal
Não é normal não te ter comigo forever - não é normal.
Eu não quero nunca me acostumar com este cômodo vazio
que se mudou para dentro de mim quando falamos de fim
Estamos nos acostumando?
E como vai ser ser de novo só eu?
Não me ensine a ser de novo só eu - isto não quero aprender
Não contigo - meu amor - que só doçura me ensinou.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

SAUDADE

Hoje nem seu alô ouvi ao pé do meu ouvido...
E me acinzentou o dia - chovia e o para brisa embaçou - chovia dentro do carro. Dentro de mim. 
Eu embacei.
Como eu sei que chegou ao fim o meu dia se faltou seu durma bem pra eu dormir bem? Vou fingir que a meia noite nunca há de chegar e que para sempre será 12 e será sempre abril no meu eterno janeiro e eu serei sempre seu.
Hoje não posso nem escrever poesia. Isto? Não, isto não é poesia - É saudade.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Por que me dói assim a escolha que eu mesmo escolhi?
Velha sensação nova
Sinto como o menino que perdeu a mãe e não tem hora pra voltar. Sinto que o caminho de volta podia ser mais longo - afinal ninguém me espera.
Pra que chegar em casa se não há ninguém a me esperar? Pra que me apressar e atravessar o sinal amarelo? Deixe que ele fique vermelho! Deixe que ele me pare e que parado eu fique.
Por que é tão difícil um sinal vermelho entre nós? Por que eu quero tanto ser seu mais uma vez cada vez que acabo de ser seu?
Brinca comigo agora, meu amor. Deixe-me fazer de conta que ainda sou seu namorado. Me conta uma história qualquer - daquelas que eu custo a acreditar - me mostra o pau brasil e o tempero mais mineiro ou então, pelo menos, ensina um jeito de eu ficar inteiro sem a minha metade que mora aí com você.
Vem morar em mim de novo!

A VOZ

Onde está sua voz para ler meus poemas? De nada me valem os poemas se não tenho voz para lê-los. Pobres poemas ófãos - eles desconfiam de seu adeus e já não querem mais rimar. Pobres poemas órfãos!
Ontem enquanto me lia para mim - e eu ouvia sua voz a me contar coisas de mim - esqueci que o tempo existe e que os amores nem sempre resistem.
Ouvir sua voz é assim: decifra-me enquanto me faz esquecer das coisas, do mundo e de mim.
Onde está sua voz me revelando devagar? Onde está sua voz que me morde e me arrepia quando diz meu nome sem falar?
 Um eco ao menos, deixe-me um eco quando gritar meu nome antes de dormir.

O COLECIONADOR




sexta-feira, 1 de abril de 2011

AMANHÃ

Hoje não verei meu amor - hoje faz eclipse nos meus olhos - chovo pensamentos turvos.
Sei que atrás das nuvens, existe um sol me esperando de braços abertos, sorriso nos olhos, brilho nos lábios. Quero um sol inteiro - 48 horas de sol - sem escurecer jamais - sem nunca acordar de dormir nos braços do meu sol.
Hoje não verei meu amor - mas sei que atrás do eclipse - ele está brilhando por mim! Esperando por mim com vinho, queijo e o melhor beijo!
Amanhã serei do meu amor.