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sábado, 13 de dezembro de 2014

AOS ROMÂNTICOS QUE AMARAM A MORTE A PONTO DE MORREREM DELA






Morte não mata a vida vivida... mata a que se tem pra viver...
arranca da terra sob a estrada o futuro que havia de haver -
aborta o feto mal feito do tempo que o tempo nunca vai ter - 
Morte é avesso...
verso esquecido atrás do esquecimento... numa folha sem papel
verso sem som ... resto de um Natal passado
peso de papel tombado
um corpo gelado na cama
um morto ao lado me chama... e agora é tarde demais pra não morrer de novo... pra não morrer de tanta vida... pra não morrer pra sempre.





segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A Bárbara




Sempre me emociona a mãe 
E seu dom de ser mãe
A mãe que não cabe em nada mais que se sabe ser

Sempre me emociona a mãe que vive
Mesmo depois que parte 
Na parte sua que ficou 
Viva na filha que pariu
No parto que a repartiu em duas

- Uma mãe nunca mais é só uma -
Como nunca mais será uma
A filha que, de verdade, teve pra si
Uma mãe pra chamar de MÃE...