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quinta-feira, 18 de julho de 2013

LUA

(à Solange Trindade Rodrigues)

Ontem, enquanto a lua vestia-se de lua cheia
e o céu me seguia numa valsa à solidão
eu esperava a madrugada e caminhava dentro em mim 
como quem esbarra no próprio passo que, de repente, fica só...

Ontem eu me esquecia de hoje enquanto a lua, lenta como quem flutua,
ia, linda, despindo-se de ficar nua
e vestindo-se de cheia lua
cheia de me cheirar a cheirar sua carne crua.





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