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segunda-feira, 8 de julho de 2013

R[O]UÍDOS




Quando rui o ruído o que é?

E quando assombra e o silêncio
Em outro silêncio maior?
É um ruído mudo que silencia
Pois não há senão Ruídos

Se roer o ruído não há o que haver

Ontem, quando afoguei
O silêncio me matou
não a enchente em meus pulmões

No abismo o que mata é o fim do grito

Quando o silêncio me habita é porque morri
Um último ruído ruindo sempre em mim
Em
silêncio sigo o eco do ruído
O eco do ruído
É resto de ruínas
Mas ainda é mais
que o Não-ruído de morrer

Arruinados são os afogados
que morrem sufocados no silêncio

Quero morrer gritando
Quero morrer rouco
Ruindo rouco até morrer
Sem silêncio
Sem silêncio
Surdo de tanto ruído






2 comentários:

  1. Arruinados são os afogados
    li, reli, levantei,ansioso, resolvi,
    ouço o ranger das portas,
    choveu hoje á tarde,
    ando no escuro por entre algumas arvores
    quieto, silencio, pacificado
    espero minha hora, aquele segundo de satisfação
    atiro um pedra na janela da fabrica de caixas de papelão.
    agora, palpitante,posso ouvir meus passos largos
    sem silencio.
    estou em paz comigo
    volto pra casa.
    fecho a porta e durmo.

    onde fui mesmo depois daquela chuva ontem?

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