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terça-feira, 7 de setembro de 2010

PRISÃO

Afinal, como alguém poderá me entender se nem eu me entendo? 
Primeiro o tempo - sou filho do tempo e filho rebelde que sou não o aceito não o quero não o amo
Depois sou preso a mim - escravo de ser eu mesmo a vida toda. De que me vale ser tudo se sou apenas eu eternamente? Infeliz prisão sem paredes sem saída - deve haver uma saída...
Há anos planejo a fuga de mim - a fuga perfeita.
Enfim sou pai dos medos todos. A cada nova fuga uma nova ruga... e assim vou me conformando... a liberdade virá um dia - espero não ter muitas rugas até lá;
Se um dia, porém, tudo pesar demais - como agora pesa - jogo-me para fora de mim num susto, rasgo as rugas todas e corro livre e nu no deserto sem fim de não ser eu.

Um comentário:

  1. "...escravo de ser eu mesmo a vida toda... Infeliz prisão sem paredes sem saída"

    Será que a liberdade vem mesmo um dia?
    rs

    Adorei os textos li todos e decidi comentar no q mais me encontrei... ou me perdi... rsrsrs

    Abrasss!

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