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UMA TARDE NO PARQUE

E de que importa se as flores nem se abriram no parque? Quem disse que me incomodo se a placa diz não entre e o lago não é de se nadar - só os patos nadam - por terem a grande sabedoria de não lerem placas. As flores é que perderam o beijo que eu ganhei. O lago é que deixou de banhar nossos corpos tão iguais.
A culpa? Do frio, claro. Foi o frio que me fez chegar perto do seu calor e me encolher no seu abraço e me perder no seu beijo.
Depois - indo embora - vi uma flor nadando nua no lago. Pensei: tarde demais - já tenho nas mãos as mãos que me hão de aquecer. Nada mais me importa. Até o frio desmaiou.

Comentários

  1. NOSSA AMEI SEU POEMA , APOSTO QUE DEVE TER VIVIDO ESSE MOMENTO COM UMA PESSOA MUITO ESPECIAL OU QUE SE IDENTIFICOU MUITO, ENTÃO SE FOI VIVIDO ESTE MOMENTO COM A PESSOA CERTA AGUARRE E DE VALOR POIS ESTA MESMA É MUITO VALIOSA POR MERECER ESTAS FRASES......?????

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  2. "...vai dizer que o tempo não parou naquele momento?..."

    Eu já sabia!!!

    Bjs

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  3. Li ontem o poema de Vinicius, "O tempo dos parques"!

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  4. Dá vontade de estar vivendo um desses momentos tão únicos.
    Adorei sua forma de comentar e descrever as coisas. =]

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  5. Muito boa a mensagem, digna de fazer parte do meu portfólio!!!! PARABÉNS

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PLENITUDE

Ser seu é o que me faz mais eu

Quando toco seus lábios com os meus
E quando percorro o mapa do seu corpo me perco e me encontro...
Quando mergulho no mar do seu amar
E caminho na estrada dos seus braços
Me entrego e me conheço... Quando deito na grama do seu peito
Na paz do depois de nós dois
Morro e revivo no mesmo instante
Aquele em que os olhares se esbarram
E um sussurro ainda sem ar...
Diz e, ao mesmo tempo, escuta
Um mesmo eu te amo em duas vozes
Iguais e, ainda assim, dessemelhantes
Mesmas e, ainda assim, inteiras... Não somos metades
Somos plenos...
Mas sei que quando sou seu
Ainda mais pleno me sou

Porque ser seu é o que me faz mais eu.

#poesia
#poema
#poemadeamor
#literatura




INSINUAÇÃO

Cabe um brevíssbimo eco no fim do último olhar ...
Pouco antes do jamais.
Entre o agora e o talvez.

Mas este eco pode ficar assim calado
Durar noites inteiras de lua cheia e chão vazio
Ou somente olhar o mar e dentro dele o navio
Eternamente a afundar...

Não sei.

Prefiro assim:
Deixo escorrer do olho o olhar
E só
 - nem eco nem silêncio -
Tudo mera insinuação.






ANTES DA LABIRINTITE

E então ela disse-me assim:
Não se gaste demais com quem 
ainda está atravessando a primeira parede
dos parênteses...

Não se prenda demais
a quem ainda está tropeçando
no segundo ponto das reticências...

                                                 Não
Não se perca demais
por entre as penas de quem
ainda cruza as pernas 
com cara de que entendeu os desentendimentos

E não finja demais ser como os demais
isso de querer tanto parecer tonto como os tontos
ainda vai te causar uma labirintite.