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A BANDEIRA



Look! A bandeira do universo é um arco-íris!







O quê? 
Você não consegue ver?





Ah, é assim, mesmo...              
Gente feia apaga até arco-íris.





Que pena você ainda não poder ver como tudo é tão lindo:


A bandeira do universo - um arco-íris





Comentários

  1. Os olhos só vêem o que se quer ver meu caro Leandro,abçs.

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  2. eu gosto de arte,gostei do poema, mas deste tipo de representação não, caro leandro.não quero ser representado assim por uma bandeirinha colorida e engraçada. Sou muito Brasil e muito bem criado para defender com uma bandeira colorida uma sebe de pessoas sem carater, sem honestidade, sem percepção da realidade cultural que vivem, promiscuas e vai por ai. Enfim entregue as baratas às baratas, eu vou passar pela calçada e elas vão para o bueiro. a vida poeta é vida e não e colorida é só a vida nos mandando pra frente, e tudo muito fácil os pressupostos, aleijados, é que a complicam. te desejo boa luta. ( hoje estou faca e corte) abraços.

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SE O RELÓGIO...

Se o relógio só pode marcar um instante a cada instante...
Vive, pois, de matar e desmatar instantes o relógio

É como a queda
d'água parada diante da própria queda
ou como o paraquedas
aberto depois do fim da queda

É como o suicida que desiste do suicídio embaixo do trem
ou a viúva que insiste no esposo depois do último palmo de terra

Se o relógio só marca o agora
então ele nada marca
O ponteiro do segundo
é um eterno atraso lento
somado a um pra sempre amanhã
é o intervalo
entre o fôlego e o afogamento
a ponte entre o nunca e o tanto faz
a janela aberta pra dentro
o piano sem cordas
a corda no pescoço morto
a pena na mão muda
a derradeira palavra vã
que dita é poeira no vento
e muda é poesia sem ventre...
é nada

Se o relógio só marca o agora
ele,
então,
marca o nada.






TARDE DEMAIS

Desço, só, o desfiladeiro sombrio de mim mesmo
Amanheço veias cansadas como rios sujos
Amanheço velhas pancadas no ouvido surdo
Amanheço, mas só porque me amanhece o dia já quase sem manhã...

Amanheço na marra, à forca, a fórceps
Amanheço à espera da nova noite noiva
Que me desposará pra fora do que me fala quando me falha a fala.

Amanheço.
Não. Não amanheço de fato
Antes escureço
É dia no meu fuso e eu escureço

Escureço enquanto o dia, lá fora de mim
Exerce seu papel mesmo e mesmo aos outros que não eu...
Enquanto o mundo escorrega sombras
Eu, sozinho, mudo e morto
Me mudo nu pro quarto dos fundos
Depois dos muros já velhos de perdas e escombros
Num sopro turvo, no último assombro já há muito esquecido

Na cortina cerrada que me escurece o palco, o quarto e eu...
Num resto de socorro gasto...
No tarde demais.

E a noite amortece câimbras.

INSINUAÇÃO

Cabe um brevíssbimo eco no fim do último olhar ...
Pouco antes do jamais.
Entre o agora e o talvez.

Mas este eco pode ficar assim calado
Durar noites inteiras de lua cheia e chão vazio
Ou somente olhar o mar e dentro dele o navio
Eternamente a afundar...

Não sei.

Prefiro assim:
Deixo escorrer do olho o olhar
E só
 - nem eco nem silêncio -
Tudo mera insinuação.