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segunda-feira, 8 de março de 2010

SER POETA SEM SER

Ah, esta luta esta labuta
Cá estou num avesso de digestão a gerir palavras em vão!
Ah, a crueldade do poema!
A dor de cada verso
A dor de saber-se assim
Imperfeito assim
Assim feio...

Por que não calar de vez a voz?
Por que insistir assim?
Édipo cego sem pai sem mãe sem luz
Em busca de ver com mãos e bocas a poesia que me habita e que me falta
Está em mim, sombra em mim...
Mas não é minha, não de mim
Se a toco de leve foge, se a estupro finge-se de morta e eu, enfim
Finjo-me assim
De poeta sem ser.

5 comentários:

  1. Um poeta atormentado!?
    Gostei do poema!
    Pax et lux.

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  2. Professor Incentivador e Grande Poeta... Acima de tudo, é um prazer ler o que escreve!!!! ;D

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