SEGUIR POR E-MAIL

terça-feira, 29 de setembro de 2015

AUSÊNCIA





Sou os meninos que me comem pelas ruas
os que me pisam por dentro

Sou o assombro de me ver entre os meninos
que me pesam, que me calam,
que me ausento
lento entre calos - assim - de tanto mudo
de tanto ser muda que não planto
pranto que nada muda
de tanto outro que não-eu
desse meu - por nada - sem razão...
desse - disponha-me - sem gratidão


De todo esse pântano que me desnuda
que me inunda quando me fome...









Nenhum comentário:

Postar um comentário