SEGUIR POR E-MAIL

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A VOZ

Onde está sua voz para ler meus poemas? De nada me valem os poemas se não tenho voz para lê-los. Pobres poemas ófãos - eles desconfiam de seu adeus e já não querem mais rimar. Pobres poemas órfãos!
Ontem enquanto me lia para mim - e eu ouvia sua voz a me contar coisas de mim - esqueci que o tempo existe e que os amores nem sempre resistem.
Ouvir sua voz é assim: decifra-me enquanto me faz esquecer das coisas, do mundo e de mim.
Onde está sua voz me revelando devagar? Onde está sua voz que me morde e me arrepia quando diz meu nome sem falar?
 Um eco ao menos, deixe-me um eco quando gritar meu nome antes de dormir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário