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sexta-feira, 18 de junho de 2010

SEM VELAS

Enquanto durou a ilusão havia velas acesas. Agora, que o vento apagou as velas, um veleiro cego veleja a esmo - em vão. Vai solidão velando por sobre o mar, sem saber que é ele o morto velado.
Piratas sem mares - sem marés - são curvas sem estrada - vulcões sem fahrenheit.
Depois que descobri a noite - morreu de frio o sol - assim sem celsius - sem céu. Descoberta a geleira o que lhe resta fazer - senão derreter? Pois bem - se é assim que há de ser - queimem as velas e afundem o veleiro, nada mais me espanta - nem  mesmo o caixão no centro de mim - assim - eternamene vazio a me esperar - assim - como quem convida a um velório sem velas.

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