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domingo, 22 de setembro de 2013

O POETA





De repente, é tempo de colheita. 
O plantio que se fez tão lento agora espreita
a hora do fim da espera, do fim do estio e brota
na palma da mão que lê 
aquilo que habita além do véu dos sentidos
no fundo do olhar que crê
na chuva bênção em nuvens crespas contida

De repente, assim como quem ara a terra,
como quem escuta o chão,
como quem colhe primaveras
um lavrador - com sementes na mão
pés descalços,
olhar fixo no horizonte além
e passos... 
muitos passos a passarear -
segue rastros e, ao mesmo tempo,
constrói casto uma estrada
de sonhos, 
de pedras e 
de palavras.



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