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GELO

Desconfie de céus azuis demais, mares calmos demais, 

marés suaves demais... 



Desconfie da felicidade. 


Desconfie sempre. 




Num segundo a maré faz de um mar calmo um 


maremoto 


E um céu azul demais de repente desaba 


cinza sobre quem se atreve a pensar que é dono do

 azul...




E a felicidade 


- num minuto derrete gelo no copo vazio

 - esquecido na mesa depois do terremoto.





Comentários

  1. É Leandro, você falou de uma forma poética a mas verdadeira lição que aprendemos com o tempo,que jamais devemos nos entregar de corpo e alma a qualquer aparente felicidade,devemos sim ter (nem que pequena)ressalva,até para evitar traumas e sofrimentos maiores no futuro(feridas que muitas parecem não cicatriza nunca),abçs.

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